sábado, 13 de julho de 2019

"CÃO SEM DONO - Billy the Kid - Letra musical - Festival CCBrasil 2018

O seu poema "cão sem dono " foi CLASSIFICADO dentre as 94 melhores poesias num universo de 2.632 poesias inscritas. PARABENS!
Descrição: https://www.clubedoscompositores.com.br/GIFS/letra.gif- Celso Antonio Lopes da Silva – ‘Cão sem dono’

CCB Player - Letras (Lyrics)

Poesia: cão sem dono
Autor: celso antonio lopes da silva 


CÃO SEM DONO -  Billy the Kid

Quando leio nos seus olhos, como agora,
e enxergo neles mensagens fora de hora:
Traduzindo: “Fora ... Dê o fora .. Vá embora ...
Vou te deletar sem demora ...”.

Sinto na minha cara de “pidoncho”,
que não sou assim um bife Ancho,
estalando e bem no ponto do prazer...
...Mas sei que estou pronto pra você! ...

Sou  um injustiçado que se esforça,
um fora da lei, mas com honra pra dizer:
Sou bandido bom, um bandido bem-querer..,
E sem revide, sou como Billy the kid,
um justiceiro fascinado por você ...

Então, corro por aí....
Sou mesmo um cão sem dono,
Correndo para te ver todo dia,
toda hora, todo ano...

Então corro por aí...


Letrista: Celso Lopes







Festival CCB de Música e Poesia 2019
Resultado de Poesias

Mais um Festival CCB com a marca do Sucesso! 1420 músicas e 2.632 Poesias inscritas. Das 2.632 Poesias os jurados selecionaram 94 (noventa e quatro) poesias relacionadas abaixo, de onde sairam as seis primeiras colocadas, salientando-se que foi incluida apenas uma Poesia de cada participante. Muitos participantes poderiam ter facilmente duas ou mais poesias classificadas devido à alta qualidade de seus trabalhos. Mas o Jurí optou por selecionar apenas uma de cada autor para dar maior chance a todos os participantes. Veja abaixo as seis poesias ganhadoras. Entre com seu CPF para ver se tem alguma poesia sua entre as 94 Classificadas.

Agradecemos a todos os participantes, visitantes e votantes, prometendo um novo Festival para breve. Parabéns a todos os participantes pela qualidade apresentada, mostrando que a boa poesia, as letras e a música brasileira ainda voltarão a ocupar o lugar que merecem. Parabéns especial aos grandes Vencedores e aos Classificados. Um grande abraço de Percy Castanho Jr. e toda a Equipe CCB. Até a próxima!

 CLUBE DOS COMPOSITORES DO BRASIL 


www.clubedoscompositores.com.br

terça-feira, 25 de junho de 2019

Quem me levará flores - SindiClube 2019 - premiação Crônica


                             
Parecer e Resultado do

PRÊMIO NACIONAL DE LITERATURA DOS CLUBES
  
                                   
Caros , Segue  arquivo com parecer e resultado do Prêmio Nacional de Literatura dos Clubes 2019.

Números gerais de participação no PRÊMIO NACIONAL DE LITERATURA DOS CLUBES 2019 – 4ª edição: – 55 clubes participantes de 24 cidades, 69 POESIAS, 61 CRÔNICAS e 90 CONTOS – Total 220 obras.
 – Estado de São Paulo: Poesia: 23 | Crônica: 26 | Conto: 48 (subtotal de 97 obras), divididos entre 26 clubes de 08 cidades.  – Outros Estados: Poesia: 46 | Crônica: 35 | Conto: 42 (subtotal de 123 obras), divididos entre 27 clubes de 14 cidades. Atenciosamente, Antonio Clementin    Sindi Clube Cultural  cultural@sindiclubesp.com.br     
 Prêmio Nacional de Literatura dos Clubes 2019 

Parecer da Comissão Julgadora

Disse o poeta Carlos Drummond de Andrade, num lamento de momentâneo desconsolo com a incapacidade humana de mudar o próprio destino, que “Minas não há mais”.
Neste Prêmio Nacional de Literatura dos Clubes 2019, ao contrário, há mais Minas. Foram 18 concorrentes, um aumento considerável da participação de escritores mineiros no certame. Marca-se, com essa presença, o traço nacional deste prêmio, que incluiu também os gaúchos e cearenses. Mas é digna de menção a maciça presença dos clubes paranaenses, que, pela primeira vez, concorrem em grande número, e deixam os clubes paulistas na segunda colocação no volume de inscrições.
Um sinal claro de investimento evolutivo em atividades voltadas para a formação de leitores e para a produção literária. Ganha o Sindi Clube, a Academia Paulista de Letras e a FENACLUBES com mais esta edição do seu prêmio nacional de literatura. Ganha o Brasil, principalmente, envolvendo cada vez mais pessoas e entidades nas áreas da educação e da cultura.
Devo mencionar, em nome da Comissão Julgadora, que a qualidade dos textos apresentados para concorrer à presente edição do Prêmio Nacional de Literatura dos Clubes 2019 nos levaram a conceder, não três, como tradicionalmente fazemos, mas quatro menções honrosas nas categorias poesia e crônica  (.....)

Na categoria Crônica, venceu o Esporte Clube Banespa, de São Paulo, representado por Celso Antonio Lopes da Silva (Quem me levará flores?). Trata de epitáfios, o autor, numa curiosa e ácida pesquisa sobre as desejadas ou indesejadas últimas palavras.

(...)   Contemplamos a literatura. Lançamos mão da teoria, do bom gosto e da experiência no fazer literário. Chegamos ao que nos pareceu justo e ficamos contentes com o resultado. Nossos cumprimentos aos que foram escolhidos e nossos votos de estímulo aos que ainda não conseguiram destaque no Prêmio Nacional de Literatura dos Clubes. Novas edições virão. Comissão Julgadora

PRÊMIO NACIONAL DE LITERATURA DOS CLUBES / 2019
Obras vencedoras / poesia, crônica e conto
RESULTADO – AUTOR, OBRA E CLUBE:

 P O E S I A Primeiro lugar | Viviane Hudson Leite | “Doo Órgãos” | Olympico Club (Belo Horizonte - MG) Segundo lugar | Magnos A. B. Castanheira | “Pela rampa do delírio” | Clube Esperia (São Paulo - SP) Terceiro lugar | Luiz Carlos de Moura Azevedo | “Não sei se o museu do Ipiranga ainda guarda” | Sociedade Harmonia de Tênis (São Paulo - SP) Menção honrosa: 1- Fernando Augusto Yazbek | “Brumadinho e Israel” | Clube Curitibano (Curitiba – PR) 2- Ivana Maria França de Negri | “Mulher água” | Clube de Campo de Piracicaba (SP) 3- Vitor Sergio de Almeida | “Classificados do Jornal Cotidiano” | Praia Clube (Uberlândia - MG) 4- Dalva Maria Bannitz Baccalá | “A sentença” | Club Athlético Paulistano (São Paulo – SP)
 C R Ô N I C A Primeiro lugar | Celso Antonio Lopes da Silva | “Quem me levará flores?” | Esporte Clube Banespa (São Paulo - SP) Segundo lugar | Karin Birckholz | “Colheita” | Clube Curitibano (Curitiba – PR) Terceiro lugar | Márcio Luiz de Campos Marques | “Uma das minhas esquisitices” | Círculo Militar de São Paulo (SP) Menção honrosa: 1- Roberto Pirajá Moritz de Araújo | “Veuve Clichot no Jardim Botânico” | Clube Curitibano (Curitiba – PR) 2- Sandra Milena Toso Castro Acosta | “Para que varanda se a vista é feia?” | Clube Curitibano (Curitiba – PR) 3- José Luiz Dias Campos Junior | “Fancaria literária” | Ipê Clube (São Paulo - SP) 4- Viviane Namur Campagna | “Livros” | Associação Brasileira a Hebraica de São Paulo (SP)
C O N T O Primeiro lugar | Maria Helena Figueiredo Vieira | “Carnaval em Veneza” | Club Athlético Paulistano (São Paulo – SP) Segundo lugar | Beatriz Buksztejn Castiel Menda | “Círculo vicioso” | Grêmio Náutico União (Porto Alegre - RS) Terceiro lugar | Eurico Cabral de Oliveira Filho | “Conversa de Bambus” | Anhembi Tênis Clube (São Paulo - SP) Menção honrosa: 1- Jucélia Alves Nogueira | “Espelho da Vida - Reflexos da Alma” | Santa Mônica Clube de Campo (Curitiba - PR) 2- Danielle Martins Cardoso | “Quarenta Semanas” | Club Athlético Paulistano (São Paulo – SP) 3- Eduardo Von Sperling | “Mensagem aos jovens garçons” | Minas Tênis Clube (Belo Horizonte - MG)

(...)   Contemplamos a literatura. Lançamos mão da teoria, do bom gosto e da experiência no fazer literário. Chegamos ao que nos pareceu justo e ficamos contentes com o resultado. Nossos cumprimentos aos que foram escolhidos e nossos votos de estímulo aos que ainda não conseguiram destaque no Prêmio Nacional de Literatura dos Clubes. Novas edições virão.
COMISSÃO JULGADORA: Anna Maria Martins | Academia Paulista de Letras Mafra Carbonieri | Academia Paulista de Letras Joaquim Maria Botelho | União Brasileira de Escritores

Leia a crônica do autor  CELSO LOPES



QUEM ME LEVARÁ FLORES...?       


Creio que os epitáfios famosos ou convincentes, registrados em lápides ou túmulos,  estão fadados à morte. Quer dizer – estão com os dias contados!...  Em tempos de WhatsApp,  é comum já virmos mensagens com  letras garrafais brancas sobre o fundo preto, informando LUTO ou CONDOLÊNCIAS, com as devidas explanações particulares da família e, eventualmente,  dos amigos. 
A prosseguir neste caminho, deixaremos de nos fixar em mensagens que nos aprazia em visita aos túmulos de personagens que, se não éramos amigos, conhecíamos de nome.  Seja um escritor como Álvares de Azevedo -  “Foi poeta, sonhou e amou na vida.",  seja um  anônimo brincalhão com a própria sorte:  "Bati as botas!" (epitáfio de um sapateiro), “Acabou-se o que era doce” ( epitáfio de um Confeiteiro).  Não é difícil pesquisar referências a epitáfios destacados: Para Frank Sinatra, por exemplo, cantor, ator e produtor,  escreveu-se na lápide:  “O melhor ainda está por vir”,  nome de uma famosa canção sua.  De um pistoleiro do Velho Oeste americano, Robert B. Allison segue uma frase imponente:  “Ele nunca matou um homem que não precisasse ser morto”.  E por aí vai, vejamos o caso de   Murphy A. Dreher Jr., de quem não se pode dizer que não era uma pessoa otimista: “Isto não é tão ruim, uma vez que você se acostuma”.  Do apresentador de TV, músico, cantor, ator e magnata da mídia americana,  Merv Griffin, surge uma frase que acerta o centro do alvo: “Eu não vou voltar depois desta mensagem”.

Ainda sobre epitáfios temos que observar também certas referências registradas em vida, e que, por ventura, simbolizam  o ‘momento final’ de maneira poética e, por vezes,  ainda de forma profunda como o próprio túmulo.  Veja-se, por exemplo, a música Epitáfio (banda de rock TITÃS),  que resgata atitudes ou frases  de  uma pessoa que já morreu e gostaria de mudar as coisas, se tivesse a possibilidade de viver novamente. Eis o texto básico: (...)  “Devia ter amado mais, ter chorado mais, ter visto o sol nascer” (...) Devia ter complicado menos, trabalhado menos, ter visto o sol se pôr (...) Devia ter me importado menos, com problemas pequenos, ter morrido de amor”.

Nosso poeta romântico maior, Vinicius de Moraes, já em 1950,  não deixou por menos o seu epitáfio em vida. Pode-se dizer que a frase lapidar do poema “A hora íntima” segue além-túmulo  revelando a própria alma do poeta ainda vivo: “Quem pagará o enterro e as flores se eu me morrer de amores?”...
 Mas há, ainda, outros versos questionadores,  precisos e preciosos:  “Quem, dentre os amigos, tão amigo, para estar no caixão comigo?”, ou ainda: “Quem virá despetalar pétalas no meu túmulo de poeta?”, e mesmo: “Quem, oculta em véus escuros, se crucificará nos muros?, e também:  Quem cantará canções de amigo no dia do meu funeral?
Ainda que não cheguem às lápides ou túmulos, ganham sobrevida constante os epitáfios dessa natureza na mão e nos versos dos poetas, pois escrevem ao vivo, em cores e em vida. A despeito do whatsapp, creio que  nos resta, também, seguir os poetas, ainda que seja como mensagens póstumas, pois, com competência, sempre acertam o alvo.  É o que nos acena Ricardo Reis, heterônimo de Fernando Pessoa num provável epitáfio em seu túmulo,  cujas palavras  canta a nossa própria vida:  “Para ser grande, sê inteiro: nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes. Assim, em cada lago a lua toda brilha, porque alta vive.

Texto:  Celso Lopes    -  elipse84@terra.com.br 


segunda-feira, 24 de junho de 2019

A INQUIETUDE INTIMA DAS OSTRAS - Livro Poesias - Ed.autor

POESIAS
A Inquietude Intima das Ostras 
Edição  LivroRápido 2018 






Seguem algumas poesias.  abs.


ENSAIO PARA NAVEGAR MARES

Ponha a mão na consciência... Pare e pense!...
Tudo tem uma semelhança, quando anda, avança
e reflete o  que te convence...
Seja um mero acidente ou pura coincidência,
tudo tem a sua vertente  no limite da paciência!...
Ponha a mão na consciência... Pare e pense!...
Alcançar o melhor de si  na espraiada da inocência
ou seguir errante e a esmo nos mares de si mesmo?!...
Muitos podem navegar um  rio, mas não há braços
que naveguem o  nosso imenso vazio!...
Ponha a mão na consciência... Pare e pense!...
O que  nos impele à vida,  ao desafio
de alcançar o inatingível ou a outra margem do rio... 
A  coragem que desata ou o excesso de calafrio?
Ponha a mão na consciência... Pare e pense!...
Entre o além do quero e o  aquém do que faço,
há  um desejo segue agarrado aos meus passos 
como um salto no precipício ou um  voo  no espaço!...
Ponha a mão na consciência... Pare e pense!
Pra seguir sobre um  mar movediço
 ou ir  além das  evidências,
apenas uma  resposta breve,  nos convence: 

Será que  vences?!...  Será que vences?!...



SAPATOS

Os meus sapatos  testemunham os meus atos,
sem qualquer quê de paixão ou  de encanto,
jogados aos pés da cama, inocentes ou castos,
ambos me querem  cúmplices em qualquer canto.

Não. Meus sapatos nunca  abrem o bico:
Mantêm-se grudados como lábios em beijo;
e quietos, lacrimosos, reticentes ou pudicos,
seguem-me,  arrastando e carregando o  peso...

Mais que o corpo, suportam uma temeridade:
os meus sapatos buscam o sentido da alma,
experimentam o desespero, a paixão e a calma...

Engolem sapos, os meus sapatos, ou na voracidade,
suga-lhes o licor, o fel  e o veneno que tanto  acalma
o obstinado senso de utilidade que  a  vida espalma.




 JOGO DE DADOS (Falácia)


Pra te querer contente
perderam-se muitos ventres.

Pra te sentirmos vivo,
fizemos índices e probabilidades.

Pra te aceitarmos criança
multiplicamos-te aos milhares...

Pra te percebermos gente,
criamos distantes adjetivos
te revelando forte, adulto,
carente...

Pra te falarmos da vida
fabricamos os códigos,
a conduta  e o rabo-preso.

Mas a imagem, língua sem travas,
te realiza belo pra nos atentar!...


CLASSIFICADO PÉ-DE-PÁGINA.


Reclamem Zé Pedro, por mim, suplico!
Nome de batismo: José Pedro da Silva.
Há de haver esse crédito, afirmo.
Gritem nas ruas, nas roças, nas praças, anunciem no alto-falante...
Acessem a internet, se preciso;  liguem os centros, países, vielas,
todos os bairros: Zé Pedro!

O menino de calças-curtas, botinas enlameadas e camisa xadrez...
Um rosto sereno - redemoinho no cabelo-  e os olhos no futuro.

Há de estar por aí, asseguro!
Zé Pedro. Desaparecido na quarta série primária. 
A voz envergonhada camuflando todos os sonhos...
Trabalho, coragem, luta e uma dor indecifrável serão pistas.
Não há bilhetes, porque essa gente não manda, faz!

Reclamem Zé Pedro!
Olhem arquivos, armários, fichas escolares... Confiram a letra,
uma caligrafia inconfundível, as inclinações...
Afinal, o que é a vida?  
Grafoscopia, linha das mãos, destino ou ironia?

Revirem tudo, decifrem hierógrafos, se preciso.
Visitem a bíblia, usem o DNA, ou seja lá o que for!
Procurem Zé Pedro.
Suplico um  pensamento positivo, façam corrente até.
Não há dúvidas, é dívida: 
Precisamos desse patrimônio vivo!

Mestres, perdoem-me  se insisto,  puxem pela memória.
O primeiro da fila - tímido, matuto, uniforme azul e cinto...
Um sorriso meio ingênuo, um gesto meio adulto...
Reclamem Zé Pedro!

Ah! Se visssem, ouvissem e soubessem
como  ele rezava o beabá dos animais e a ciência das plantações:
(os rios, o sol, a lua, as estrelas e a chuva!)
Reclamem Zé Pedro!
Menino, criança, jovem... 
o Homem,  onde ele estiver que me ouça:
Receio a história, todas as histórias,
 sem o justo e verdadeiro herói!


O BORBULHO DAS ÁGUAS



Fatiar a água
e servi-la aos pedaços...
Agarrar o tempo sob os braços e adulá-lo, tão eternecido 
como se afagasse um filho ao som de um estribilho de ninar...

Fatiar a água
e servi-la em porções...
Celebrar o instante  em banho-maria:
reservar no mais sublime dos corações,  
o calor  de dois corpos que se atraem
em frenética paixão...

Fatiar a água
e torná-la hóstia...
E então ser capaz da pura calma
ao comer o próprio corpo
e sorver-lhe a primazia da alma:
enxergar a revelação do fugaz,
a transitoriedade da vida,
o frágil e a sensibilidade
em seu ápice de concretude.

Fatiar a água
e assentá-la, ainda incandescente,
por entre as labaredas do fogo.
Dominar na fervura, os desejos do corpo:  
traduzir  em gestos nus e frementes, 
o âmago da ansiedade candente.

Fatiar a água
e conduzi-la em carruagens-origami
pelas galáxias infindáveis  do universo...  Tocar na razão de todas as formas de vida
e  traduzi-la  sem meias palavras:
trincar o passado...ruir o presente...
e reinventar o Avatar do novo futuro.

Fatiar a água
e  esculpi-la como um barco-navegante 
aos  mares de si mesmo:
rumo à terra dos homens dignos,
à espraiada da inocência e  compreensão, 
rumo ao país de todos os amores!...





O DIA SUBSTANTIVO


 Um dia substantivo 
que me  atravesse  sem medo
pelos caminhos de um campo minado... ou me silencie  da iminente  explosão.   Um dia que me cegue, no ato, a  poeira do chão.
Um dia substantivo, sem alarde,
acenando gestos  à  eternidade,
antes que seja tarde!... 

Um dia substantivo
que me arraste à  beira do abismo,
ou me atire às profundezas abissais.
Um dia que ignore nas  minhas palavras vãs, 
a sanha, a  súplica e o desespero...
Um dia substantivo, sem alarde,  
como  as horas mortas da tarde, 
antes que seja tarde!...

Um dia substantivo
que me leve em silêncio puro
ao rufar esfuziante das ondas do mar. 
Um dia que me afogue o corpo e a alma
entre o oceano e a linha do horizonte. 
Um dia substantivo, sem alarde,  
suplicando-me que a vida aguarde,  
antes que seja tarde!...

Um dia substantivo
que me traga um grito torto, reto e líquido, 
dissipado  num  gesto sem exclamação... 
Um dia que me deixe mudo nos becos e esquinas,
entre o espanto e  a cópia xerox.
Um dia substantivo, sem alarde,
queimando-me o fogo que  arde,
antes que seja tarde!...

Um dia substantivo
que me interrompa a claridade inútil
e me dispense  o azul e a escuridão...
Um dia que me arraste à luz total, 
ao brilho  lúcido da transparência no espaço. 
Um dia substantivo, sem alarde,  
sentindo o que dentro e fora me invade,
antes que seja tarde!...

Um dia substantivo
que  me leve vertiginosamente ao fim,   
sobre as  escadas espiraladas em torno de mim...
Um dia que me acene com um mergulho sem volta,
 ou  a iminente  queda de um precipício à minha volta.
O dia substantivo, sem alarde,
o dia concreto, abstrato, antes que tarde,  
antes que seja tarde!..


MENSAGEM  INTERGALÁCTICA


Ando à míngua... 
trago comigo todas as  línguas-mortas
na ponta da minha língua.

Uma outra linguagem, o que sou: surda-muda!...

Ando à míngua...
à espera de um aceno no reino do universo,
e então serei farto em prosa e verso:

Hei de me saciar a pleno pulmões,
e não há de estuporar essa íngua,
pois recusarei o banquete de Pélope
e  não viverei o suplício de Tântalo*...

Nunca mais a fome, nunca mais a sede...
Seguirei ímpar, multilíngüe, como sei, como sou...
Um incansável decifrador de hierógrafos,
Uma nave-mãe levando  o meu  epitáfio para o futuro:
“Saudações, a quem quer que seja.
Trago boa vontade e paz através do espaço”**

(*) Tântalo, filho de Zeus, casado com Dione, teve três filhos.  Ousando testar  os deuses, serviu-lhes a carne do próprio filho Pélope. Lançado ao Tártaro, num vale com abundante vegetação e água,  foi castigado  a não poder saciar sua fome nem a sede.(Mitologia grega).  
(**) Paráfrase à mensagem da Missão Espacial Européia em pesquisa sobre a origem do sistema solar, a vida na terra e a provável existência de vida  em outros planetas.
12-EU,  MANEQUIM

Carrego em mim, um Manequim,  
tal qual sou:  assim, assim, assim...
Nele, sigo sempre  à procura de mim,
desejando o início, o meio e o fim.

Quando em mim surge um não, nele,
no Manequim,  aflora e emerge um sim...
Então, seguirei  nesse  paradoxo até o fim?
Não sei, entretanto, sigo contínuo, afim..,

Molda-me à sua semelhança,  o Manequim
ou moldo-o à imagem em torno de  mim?
Sendo ele, tenho  ganhos e ganhos, outrossim,
sendo eu, padece ele, a escultura de mim.

Por vezes, penso e digo: “cuidado”; enfim,
há manequins,  e dentre eles, os Querubins...
e neste caso, não respondo nada por mim:
aos Anjos, Arcanjos e Serafins,  digo sim.

Serve-me, então, o Manequim? Temo que sim.
Um homem há de ter sempre o seu duplo, por fim,
será ele,  e não eu, a própria redenção de mim.

Afirmo e reafirmo: seguirei com ele até o fim...
Assim, sei que não farei nenhuma falta a mim:
o que não fui, não sou e quero, dou-me ao Manequim!...



......

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Um dia substantivo - Poesia - premiação SindiClube 2018



CELSO LOPES 
POESIA:  UM DIA SUBSTANTIVO (2o. Lugar)

PRÊMIO NACIONAL DE LITERATURA DOS CLUBES / 2018.
Parecer da Comissão Julgadora da Academia Paulista de Letras, resultado e dados gerais de participação do PRÊMIO NACIONAL DE LITERATURA DOS CLUBES / 2018. Logo comunicaremos a data e local de entrega do prêmio, que será em São Paulo.   
Atenciosamente,  Antonio Clementin    -  Sindi-Clube Cultural
cultural@sindiclubesp.com.br   (11) 97979.2501  


(resultado)
POESIA .
(.....)  Em segundo lugar, surge um autor que desfia um protocolo de intenções, e podemos dizer, das melhores intenções, em relação a si mesmo e à sociedade em geral. Meticulosamente esperançoso, prudentemente otimista, revela porém o desencanto com os ornamentos e prefere o concreto, o ideal, o reto e o justo. O autor representa o Esporte Clube Banespa. É Celso Antônio Lopes da Silva, com o poema “Um dia substantivo”.


Um dia substantivo
que me atravesse sem medo
os caminhos de um campo minado
e me silencie da iminente explosão.
Um dia que me cegue, no ato, a poeira do chão.
Um dia substantivo, sem alarde,
acenando gestos à eternidade:
antes que seja tarde!...

Um dia substantivo
que me arraste à beira do abismo,
ou me atire às profundezas abissais.
Um dia que ignore nas minhas palavras vãs,
a sanha, a súplica e o desespero latente...
Um dia substantivo, sem alarde,
como todas as horas mortas da tarde:
antes que seja tarde!...

Um dia substantivo
que me leve em silêncio puro
para o rufar esfuziante das ondas do mar.
Um dia que me afogue o corpo e a alma
entre o oceano e a linha do horizonte.
Um dia substantivo, sem alarde,
suplicando-me que a vida aguarde:
antes que seja tarde!...

Um dia substantivo
que me traga um grito torto, reto e líquido,
dissipado num uivo sem sinal de exclamação...
Um dia que me deixe mudo pelos becos e esquinas
entre o espanto e a cópia xerox.
Um dia substantivo, sem alarde,
queimando em mim o fogo que arde:
antes que seja tarde!...

Um dia substantivo
que me interrompa a claridade inútil
e me dispense do azul e da escuridão...
Um dia que me arraste à luz total, ao brilho
lúcido e transparente das galáxias.
Um dia substantivo, sem alarde,
sentindo o que dentro e fora em mim invade:
antes que seja tarde!...

Um dia substantivo
que me leve vertiginosamente ao fim,
sobre as escadas espiraladas no entorno de mim...
Um dia que me acene com o mergulho sem volta,
ou à queda de um precipício à minha volta.
Um dia substantivo, sem alarde,
um dia concreto e abstrato, antes que tarde,
antes que seja tarde!...


Texto:  Celso Lopes      elipse84@terra.com.br   11 98487 1193





PARECER E RESULTADO DO

PRÊMIO NACIONAL DE LITERATURA DOS CLUBES
– ANO 2018 –
Realização:
Sindicato dos Clubes do Estado de São Paulo
Academia Paulista de Letras (APL)

PRÊMIO NACIONAL DE LITERATURA DOS CLUBES / 2018

POESIA, CRÔNICA E CONTO
Parecer da Comissão Julgadora
Um bom texto literário é, podemos dizer, a expressão do que vai na alma por meio de palavras. Já nas primeiras linhas de uma obra, o crítico preparado observa o trato com a linguagem, o domínio das técnicas narrativas, a densidade do pensamento, a desenvoltura da comunicação. E foram muitos, digo sem exagerar, os textos de qualidade apresentados nesta edição do Prêmio Nacional de Literatura dos Clubes.

O processo de análise dos três jurados é constituído de três etapas. Inicialmente, cada qual lê, atentamente, cada peça inscrita – e do autor, só conhece o pseudônimo. Anota qualidades e eventuais incorreções, deslizes ou mesmo defeitos de linguagem e de construção, e faz uma seleção prévia, listando aqueles trabalhos que considera apresentar mais méritos literários, nos três gêneros. Numa segunda etapa, promove-se uma reunião do júri, que coteja suas escolhas com aquelas feitas pelos companheiros. 

Dado que a literatura e a produção literária têm os seus pressupostos, quase sempre ocorre uma razoável coincidência de opiniões. Mas a unanimidade jamais é alcançada, porque há um componente estético a considerar: o gosto. Então, passa-se à terceira etapa, que é a discussão a respeito de aspectos que poderão levar um trabalho a se sobressair em relação a outro, e consideram-se elementos como técnica, criatividade, inovação, modernidade, relevância do tema, profundidade e... beleza.
Devo dizer que neste ano tivemos especial dificuldade para a escolha dos vencedores, graças ao elevado número de boas participações. Uma dificuldade, de todo modo, prazerosa, visto que ler bons textos faz bem para o coração e para o espírito.
Uma vez oferecida esta breve explanação de ordem técnica, passo, em nome da comissão julgadora da qual tenho a honra de participar, a nomear os vencedores.
Começo pelos poemas, que praticamente sempre falam de amor. E vou buscar Machado de Assis para coroar, com uma frase sua, a essência da poesia: “Cada qual sabe amar a seu modo; o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar.”

P O E S I A
Selecionamos três menções honrosas.
Uma é do Rio Grande do Sul. Um exercício ternário, trissílabo, remete a um gotejar de acontecências que se espraiam em heptassílabos, caem para redondilhas menores e reassumem o ritmo ternário. Isso, na forma. No conteúdo, debate social, inquietação e inconformismo. O autor pertence ao Grêmio Náutico União, de Porto Alegre. É Álvaro Santi, com o poema “Manguezal”.

A segunda menção honrosa vai para concorrente que conhece profundamente a construção poética, trabalhando com rimas encadeadas, internas e coroadas. Parafraseia Manuel Bandeira, de quem difere pela métrica estudada e rica. Mas é poeta. E é mulher. Sabemos disso logo ao verificar que não descura das chamadas rimas graves – que são as rimas femininas. Ela pertence ao Círculo Militar de Campinas. É a autora de “Fernão de Magalhães”: Terezinha Bertazzi Costa.

A primeira menção honrosa vai também para uma mulher, também uma poeta, autora de também uma paráfrase. Propôs, com sua participação, o milagre da síntese, ao transformar a oração Ave Maria numa exortação feminista, mas, mais do que isso, antropológica e psicossocial. Essa mulher vem de Belo Horizonte, do Minas Tênis Clube. Seu poema é “Ave mulheres” e seu nome é Fernanda Ribeiro de Almeida.

Passemos aos três primeiros colocados nesta categoria.
Em terceiro lugar, comparece o autor de quadras em redondilhas maiores, bem ao costume do nosso cancioneiro caipira, nas suas louvações, cantigas e incelenças. Traz o resgate de memórias ao mesmo tempo em que registra os costumes e a sonoridade do nosso povo. São quadras suculentas, realmente de abrir o apetite. Esse mineiro representa o Clube Esperia, de São Paulo. É Magnus Castanheira, com a sua “Culinária caipira”.

Em segundo lugar, surge um autor que desfia um protocolo de intenções, e podemos dizer, das melhores intenções, em relação a si mesmo e à sociedade em geral. Meticulosamente esperançoso, prudentemente otimista, revela porém o desencanto com os ornamentos e prefere o concreto, o ideal, o reto e o justo. O autor representa o Esporte Clube Banespa. É Celso Antônio Lopes da Silva, com o poema “Um dia substantivo”.

O primeiro lugar é de um homem que, pela poesia, traça o caminho da humanidade, desde o antropoide ancestral, passando pelos textos bíblicos e chegando à moderna opressão da sociedade de consumo. Tem um traço do pensamento de Nietzsche, um pouco de Sartre, e a mesma indagação de Heidegger, da natureza e da essência do ser. Representando o Club Athletico Paulistano, de São Paulo, Luciano Martins Costa, com o poema “Pegadas”.
C R Ô N I C A
O júri igualmente selecionou três menções honrosas.
A terceira trata da opressão pela modernidade, que impõe comportamentos e persegue a homogeneização da sociedade. Decifra-me ou devoro-te, diz a esfinge tecnológica. E o homem se rende. Faz como todos e, paradoxalmente, nada faz pelo todo. Com essa
desesperança, e a bordo de uma ironia crítica. participou o representante do Círculo Militar de São Paulo, com a crônica “A Ansiedade no bolso”: Márcio Luiz de Campos Marques.
A segunda menção honrosa é quase uma apologia ao poema Motivo, de Cecília Meirelles: “eu canto porque o instante existe”. Tem a beleza de perscrutar a alma coletiva, de compartilhar sentimentos universais, dentro de uma situação de triste e solidária ternura. A autora representa o Círculo Militar de Campinas. A crônica se chama “Consolação, e a autora é Thais de Castro Rezende Rebello da Silva”.
E a primeira menção honrosa é uma celebração à linguagem. Termos precisos e escolhidos. Uma divagação sobre a vida e a pessoa, suas fragilidades, imanências e transformações. A autora representa o Clube de Campo de Piracicaba. A crônica “Metamorfose” é de Ivana Maria França de Negri.
Passemos aos três primeiros colocados nesta categoria.
Para o terceiro lugar, foi selecionada uma crônica da qual exsurge o amor pela leitura e pela literatura, amor, enfim, pela vida. Fala de uma experiência que revela um mergulho na comunhão. Como diz o repertório gregoriano, num dos mais belos cantos corais: Qui manducat meam carnem, et bibit meum sanguinem, in me manet et ego in eo. Quem come da minha carne e bebe do meu sangue, em mim permanece e eu nele. É do que fala a representante do Caiçara Clube de Jaú, com a crônica “A revisão”: Silvia Cachone.
O segundo lugar pretendeu uma crítica à sociedade de consumo, acostumada a padrões e obsessões. Questiona conceitos, oferece olhares humanizados e aplaude a autenticidade. Sua recomendação é enxergar além da alma exterior. O autor representa o Clube Indaiá, de Dourados, no Mato Grosso do Sul. Fala de “Uma beleza estereotipada” e seu nome é Mauro Francisco.
E o primeiro lugar vai para um autor que, no título de sua crônica, já remete a Ernest Hemingway. Uma reflexão dorida – e bela – sobre a morte, mas não estritamente sobre a perda, e sim as boas lembranças daquela vida que se foi. Com a bonita metáfora de que viver é como encher de grãos uma vasilha, com amigos, experiências e emoções. O autor representa o Clube Esportivo Helvetia. A crônica tem o título de “Por quem os sinos dobram”, e o autor é Carlos Augusto de Assis.
C O N T O
O júri selecionou três menções honrosas. É o número máximo de menções permitido pelo regulamento. Possível fosse, e o júri poderia ter concedido mais algumas, dada a qualidade dos trabalhos concorrentes.
A terceira menção honrosa ficou para um conto ensaístico. O autor escolheu um tema da atualidade: o suicídio. Relevante, porque no mundo inteiro perece mais gente por suicídio do que a soma de mortos pelas guerras e pela criminalidade. Só no Brasil, serão mais de 12 mil suicidas, em 2018. O autor discorre, em boa linguagem, numa quase carta-testamento, sobre morte assistida, eutanásia, e teima em dizer: minha vida e minha morte são minhas! Representando a Associação Brasileira A Hebraica de São Paulo, o conto é “Derradeiras palavras”, de Roland Fischmann.
Outra questão relevante é apresentada pelo conto que ocupa a posição de segunda menção honrosa: a saúde. Narrado a partir da ótica do cirurgião, o enredo retrata uma situação que pode ser tomada pelo leitor como imperícia ou descaso, mas atenuada pelas variáveis cotidianas a que o profissional médico está exposto. A autora representa o Club Athlético Paulistano. O conto é “Agora está tudo bem amarrado”, de Heloisa de Queiroz Telles Arrobas Martins.
Para a posição de primeira menção honrosa, uma narrativa gauchesca, dividida em três partes, como a trilogia O Tempo e o Vento, de Érico Veríssimo. Trata de um caso de assombração, ao feitio dos “Casos de Romualdo”, de J. Simões Lopes Neto. A linguagem respeita o ritmo e os modismos regionalistas, gênero que uma parte da crítica literária supõe superado, no que discordamos completamente. O conto é uma reverência à identidade nacional. Representando o Avenida Tênis Clube, de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, comparece o conto “O Lobisomem do angico”, de Antônio Augusto de Almeida Maioli.
Passemos aos três primeiros colocados.
Em terceiro lugar, um conto que começa com uma síntese clássica: em duas linhas, a autora consegue definir ambiente e clima. Bom início para uma trama que alterna espaços e tempos, tendo como pano de fundo uma das tragédias familiares do período da ditadura militar. A condução da narrativa é inovadora e criativa e a linguagem muito bem trabalhada. Representando o Club Athlético Paulistano, com o conto “Se fosse possível explicar”, a autora Maria Christina Tibiriçá Bahbouth.
Em segundo lugar, também uma mulher. Também um trabalho de tom regionalista, dando voz ao paulista interiorano, com seus usos e costumes domésticos e sociais. O enredo eleva a crítica da condição feminina e registra comportamentos de casa grande e senzala, infelizmente ainda correntes em nosso meio. Essa concorrente também representa o Club Athlético Paulistano. Com o conto “Doce de laranja amarga e um vidro de perfume”, seu nome é Maria Lúcia Perrone.
E, para o primeiro lugar nesta categoria, um conto epistolar. A autora – sim, é também uma mulher – escreve uma carta a William Shakespeare, comentando seu enlevo pela
linguagem e pela poética do bardo inglês. Explica como o conheceu, em literatura e espírito, e, de quebra, lhe traduz, do inglês, livre e belamente, dois sonetos. O conto é construído de maneira a mesclar memórias estudantis com análise breve de parte da obra Shakespeareana. Representando o Club Athlético Paulistano, este conto leva o título “Carta ao poeta”, e a autora é Giselda Penteado Di Guglielmo.
COMISSÃO JULGADORA:
Anna Maria Martins – escritora e membro da Academia Paulista de Letras
Mafra Carbonieri – escritor e membro da Academia Paulista de Letras
Joaquim Maria Botelho (relator) – escritor e ex-presidente da UBE - União Brasileira de Escritores
PRÊMIO NACIONAL DE LITERATURA DOS CLUBES / 2018
Obras vencedoras / poesia, crônica e conto
RESULTADO – AUTOR, OBRA E CLUBE:
P O E S I A
Primeiro lugar | Luciano Martins Costa | “Pegadas” | Club Athletico Paulistano (São Paulo – SP)
Segundo lugar | Celso Antônio Lopes da Silva | “Um dia substantivo” | Esporte Clube Banespa (São Paulo – SP)
Terceiro lugar | Magnos A. B. Castanheira | “Culinária caipira” | Clube Esperia (São Paulo – SP)
Menção honrosa:
– Fernanda Ribeiro de Almeida | “Ave mulheres” | Minas Tênis Clube (Belo Horizonte – MG)
– Terezinha Bertazzi Costa | “Fernão de Magalhães” | Círculo Militar de Campinas (Campinas – SP)
– Álvaro Santi | “Manguezal” | Grêmio Náutico União (Porto Alegre – RS)
C R Ô N I C A
Primeiro lugar | 1- Carlos Augusto de Assis | “Por quem os sinos dobram” | Clube Esportivo Helvetia (São Paulo – SP)
Segundo lugar | Mauro Francisco | “Uma beleza estereotipada” | Clube Indaiá (Dourados – MS)
Terceiro lugar | Silvia Cachone | “A revisão” | Caiçara Clube de Jaú (Jaú – SP)
Menções honrosas:
– Ivana Maria França de Negri | “Metamorfose” | Clube de Campo de Piracicaba (São Paulo – SP)
– Thais de Castro Rezende Rebello da Silva | “Consolação” | Círculo Militar de Campinas (Campinas – SP)
– Marcio Luiz de Campos Marques | “A ansiedade no bolso” | Círculo Militar de São Paulo (São Paulo – SP)
C O N T O
Primeiro lugar | Giselda Penteado Di Guglielmo | “Carta ao poeta” | Club Athlético Paulistano (São Paulo – SP) Segundo lugar | Maria Lucia Perrone | “Doce de laranja amarga e um vidro de perfume” | Club Athlético Paulistano (São Paulo – SP) Terceiro lugar | Maria Christina Tibiriçá Bahbouth | “Se fosse possível explicar” | Club Athlético Paulistano (São Paulo – SP)
Menções honrosas:
– Antônio Augusto de Almeida Maioli | “O Lobisomem do angico” | Avenida Tênis Clube (Santa Maria – RS) – Heloisa de Queiroz Telles Arrobas Martins | “Agora está tudo bem amarrado” | Club Athlético Paulistano (São Paulo – SP)
– Roland Fischmann | “Derradeiras palavras” | Associação Brasileira A Hebraica de São Paulo (SP)
COMISSÃO JULGADORA:
Anna Maria Martins | Academia Paulista de Letras
Mafra Carbonieri | Academia Paulista de Letras
Joaquim Maria Botelho | União Brasileira de Escritores
Literatura nos clubes brasileiros O PRÊMIO NACIONAL DE LITERATURA DOS CLUBES / 2018, 3ª edição, teve a participação de 170 inscrições de associados de clubes, cada autor participando com uma única obra de poesia, crônica ou conto. O Sindi-Clube e a FENACLUBES cumprem objetivo de promover a literatura nos clubes de todo o Brasil. Este concurso nasceu, em 2011, com o nome de PRÊMIO SINDI-CLUBE / APL DE LITERATURA, nas cinco primeiras edições. A parceria do Sindi-Clube com a Academia Paulista de Letras, não se resume ao prêmio literário e inclui, também, a promoção dos clubes de leitura, entre outras atividades. As seis primeiras edições do concurso literário tiveram as obras vencedoras editadas no livro Literatura nos Clubes Paulistas – Volumes 1 e 2.
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PRÊMIO NACIONAL DE LITERATURA DOS CLUBES/2018
– 46 clubes participantes de 26 cidades, 170 obras inscritas
PRÊMIO NACIONAL DE LITERATURA DOS CLUBES/2017
– 62 clubes participantes de 31 cidades, 256 obras inscritas
PRÊMIO NACIONAL DE LITERATURA DOS CLUBES/2016
– 45 clubes participantes de 22 cidades, 220 obras inscritas
PRÊMIO SINDI-CLUBE / APL DE LITERATURA/2015
– 29 clubes participantes de 13 cidades, 123 obras inscritas
PRÊMIO SINDI-CLUBE / APL DE LITERATURA/2014
– 24 clubes participantes de 10 cidades, 74 obras inscritas
PRÊMIO SINDI-CLUBE / APL DE LITERATURA/2013
– 25 clubes participantes de 7 cidades, 69 obras inscritas
PRÊMIO SINDI-CLUBE / APL DE LITERATURA/2012
– 19 clubes participantes de 6 cidades, 63 obras inscritas
PRÊMIO SINDI-CLUBE / APL DE LITERATURA/2011
– 22 clubes participantes de 11 cidades, 62 obras inscritas
O
s números da última edição do PRÊMIO NACIONAL DE LITERATURA DOS CLUBES / 2018, e das sete edições anteriores, sendo as cinco primeiras com o nome de PRÊMIO SINDI-CLUBE / APL DE LITERATURA, um total de sete edições, de 2011 a 2018, são os seguintes: – 275 clubes participantes de 128 cidades e 1.037obras inscritas. Houve uma participação crescente desde o início do prêmio, com uma obra por autor. Nesta edição houve participação igual em quantidade de inscritos entre os associados dos clubes paulistas e de clubes dos outros estados, mas o Estado de São Paulo continua, em pequena margem, com maior número de clubes. A participação de inscritos no prêmio cresceu em muitos clubes. Para que o associado participe, a divulgação é indispensável, mas para
alcançar o pleno resultado, o incentivo a prática da leitura e a realização de oficinas literárias são indispensáveis.

Números gerais de participação no PRÊMIO NACIONAL DE LITERATURA DOS CLUBES 2018 – 3ª edição: – 46 clubes participantes de 26 cidades, 60 POESIAS, 49 CRÔNICAS e 61 CONTOS – Total 170 obras. – Estado de São Paulo: Poesia: 20 | Crônica: 28 | Conto: 37 (subtotal de 85 obras), divididos entre 25 clubes de 12 cidades. – Outros Estados: Poesia: 39 | Crônica: 22 | Conto: 24 (subtotal de 85 obras), divididos entre 21 clubes de 14 cidades.
– Ranking de participação no
PRÊMIO NACIONAL DE LITERATURA DOS CLUBES / 2018:
POESIA – CRÔNICA – CONTO | clubes/inscritos:
Club Athletico Paulistano (São Paulo – SP) – 29 inscritos
Clube Recreativo Dom Pedro II (Conselheiro Lafaiete – MG) – 16 inscritos
Clube Indaiá (Dourados – MS) – 8 inscritos
Clube dos funcionários da CSN (Volta Redonda – RJ) – 7 inscritos
Clube Mackenzie (Belo Horizonte – MG) – 7 inscritos
Esporte Clube Pinheiros (São Paulo – SP) – 7 inscritos
Clube Curitibano (Curitiba – PR) – 6 inscritos